Mostrando postagens com marcador entrevista. Mostrar todas as postagens
Mostrando postagens com marcador entrevista. Mostrar todas as postagens

terça-feira, 23 de abril de 2019

Aula 22/04 Grupos Focais

A cada método de pesquisa qualitativa que conheço, quero usar todos!!!! :D Me parece que cada um tem a sua "graça" e seus resultados!

Nessa aula, inicialmente discutiu-se os "GRUPOS FOCAIS", em compração com os "grupos de discussão" de uns dias atrás e que pode ser acompanhado aqui.

O material base para esse assunto foi um livreto:
GATTI, Bernadete A. Grupo Focal napesquisa em ciências sociais e humanas. Brasilia, DF: Liber Livro, 2005.
Imagem relacionada
Como os grupos de discussão foi-nos apresentado primeiro, quase toda a problemática foi compara-los! Sendo assim, ao invés de apresentar o fichamento (na verdade, eu não fiz ... final de semana de feriado me atrapalhou um pouco!) apresento uma tabela comparando os dois métodos:


Tabela1: comparação entre grupo focal e grupo de discussão

Grupo FocalGrupo de Discussão
Participantes6 a 12 participantes voluntários6 a 12 participantes voluntários
Duração1 a 2 horas1 a 2 horas
ModeradorDeve manter o grupo dentro do foco da discussão; pode ser ou não o pesquisador.A moderação é quase inexistente, mas deve ser feita pelo proprio pesquisador se necessário um estimulo para continuar assuntos
PesquisadorDetermina o topico a ser discutidoDetermina o tópico e tem profundo conhecimento das caracteristicas do grupo
Assuntoo que cada um do grupo pensa (sentimento) sobre o assunto; sem preparação previa.qual a experiencia que o grupo tem sobre o assunto
Relatorpode ternão tem
Elemento Disparadorpergunta chave usada para iniciar o debateperguntas que gerem narrativas
quando usarquando se quer verificar o grau de consenso sobre determinado assuntopor ser similar às entrevistas narrativas, pode-se entrevistar várias pessoas ao mesmo tempo e economizar tempo
outros metodosusado depois para apurar o entendimentousando antes para escolher o grupo
não se aplicaquando se busca consenso, finalidade educativa ou busca de informações delicadassem antes conhecer perfil das pessoas participantes (normalmente através de questionário ou entrevista)
tipo de grupohomogeneo (sexo, idade, classe)homogeneo (assunto em comum)
analise de dados1) transcrição 2) ver / ouvir repetidas vezes 3)classificação ou codificação do material 4) a analise qualitativa pode ser complementada pela quantitativa1) transcrição 2) ver / ouvir repetidas vezes 3) interpretação formulada 4) interpretação refletida
numero de encontros1vários
resultadosoma de opiniõesproduto de interações coletivas
Fonte: eu :)

terça-feira, 2 de abril de 2019

Aula 25/03 - Int. à pesquisa qualitativa Cap2 e Cap4

 FLICK, U., Introdução à Pesquisa Qualitativa (Métodos de Pesquisa), tradução: Costa, J. E., 3. Edição, Porto Alegre: Artmed, 2009



Nessa aula a discussão foi baseada no capitulo 2 e do capitulo 4 do livro do Uwe Flick, que é psicólogo e sociólogo. Atualmente é Professor de Métodos Qualitativos no Departamento de Gestão de Enfermagem da Alice Salomon University of Applied Sciences (Berlim, Alemanha) e Professor na Memorial University of Newfoundland (St. John's, Canadá). As principais áreas de investigação em que trabalha são os métodos qualitativos, as representações sociais no âmbito da saúde pública e individual e a mudança tecnológica no quotidiano das pessoas. É autor e co-editor de vários livros incluindo Qualitative Research: a Handbook(2002) e Psychology of the Social (1998).



Como assim??? Como pode a pesquisa qualitativa ter tantas maneiras, métodos e técnicas? Essa foi a minha grande surpresa ao adentrar por esse mundo, que até então, parecia-me algo menor do que a pesquisa quantitativa com a qual eu estava acostumada.

A pesquisa qualitativa sempre me sugeria ser algo que "depende" e "tanto faz", afinal, se é qualitativa, cada um poderia ter uma opinião sobre o assunto. No entanto, não é assim na prática. Se no Capítulo 4 o Uwe faz uma abordagem bem direta sobre a importância da etica na pesquisa qualitativa e as funções  do Conselho de Ética, no Capitulo 2 fica claro que esse tipo de pesquisa necessita ter claramente definido qual a perspectiva e dentro dela qual a escola escolhida, assim, como o instrumento de coleta e análise dos dados. Uma sobrevista sobre isso pode ser vista nesse capitulo.

Capitulo 2: o autor fundamenta a pesquisa qualitativa, discutindo limites e tendência. O texto ainda coloca características e abordagens desse tipo de pesquisa. Seções que o texto está organizado com um pequeno resumo:
·       
- A relevância da pesquisa qualitativa
Relevante nas relações sociais, atualmente acelerada e consequentemente bem diversificada, levando os pesquisadores a novas situações nunca antes enfrentadas.
- Os limites da pesquisa qualitativa como ponto de partida
Os princípios são: isolar causa-efeito, entender relações teóricas, operacionalizar essas relações, medir e quantificar alguns fenômenos, desenvolver planos de pesquisa para generalizar descobertas. Porém tem-se percebido que os resultados das ciências sociais raramente são usados e percebidos na vida cotidiana. Além disso o texto comenta sobre a importância de formulações empíricas bem fundamentadas.
- Aspectos essenciais da pesquisa qualitativa
Quadro 2.1: Apropriabilidade de métodos e teorias, Perspectivas dos participantes e suas diversidades, Reflexividade do pesquisador e da pesquisa, Variedade de abordagem e de métodos na pesquisa qualitativa
- Breve histórico da pesquisa qualitativa
Iniciou-se na psicologia e nas ciências sociais em 1928. Tem duas linhas de avanço: a alemã e a americana, conforme tabela 2.1:

- A pesquisa qualitativa no início do século XXI – estado da arte
Existem várias perspectivas, relacionadas com as suposições teóricas no modo de compreender os objetos e também no foco metodológico (Tabela 2.2). Além das diversas escolas (Quadro 2.2).

Avanços e tendências metodológicas
Vários avanços e tendências, ainda mais com o crescimento tecnológico! Veja Quadro 2.3.
- Como aprender e ensinar a pesquisa qualitativa
Pesquisas são muito diversificadas e heterogêneas e além do estudo e conhecimento da técnica, deve incluir uma pesquisa específica buscando um caminho entre teoria e prática. Raramente se discute as falhas da pesquisa qualitativa.
- A pesquisa qualitativa no final da modernidade

Quatro  tendências: 1) retorno a oralidade (narrativas); 2) estudos empíricos e concretos; 3)retorno dos sistemas locais em contrapartida aos universais; 4)localização temporal do problema.


Capitulo 4: há uma preocupação do autor em se aprofundar na ética da pesquisa qualitativa, principalmente no que diz respeito aos códigos e comitês. Seções que o texto está organizado com um pequeno resumo:

- A demanda por ética na pesquisa e os dilemas éticos da pesquisa qualitativa.
A ética na pesquisa qualitativa está diretamente relacionada com a proteção de seus participantes e das regras de boa prática profissional.

- Códigos de ética – uma resposta a todas as perguntas?
Não existe um código de ética unanime, mas tem algumas considerações que são: - não maleficência, - beneficência, - autonomia ou autodeterminação (exceto em caso de vulneráveis) e - justiça.
- Comitê de ética – uma solução?
A falta de ética considera a reprodução de trabalhos de outros ou até o autoplagio, e também a não contribuição do trabalho e isso não é considerado nos comitês, uma vez que não tem pessoas em todas as áreas a serem analisadas.

- Como proceder eticamente na pesquisa qualitativa?
 Consentimento informado
 Evitar causar danos na coleta de dados
 Fazer justiça ao participantes na análise dos dados
 Confidencialidade na redação da pesquisa
 O problema do contexto nos dados e nas pesquisas

- A ética na pesquisa qualitativa – indispensável a uma pesquisa melhor.
A pesquisa qualitativa, tem normalmente como característica a sua adaptabilidade ao que acontece na pesquisa prática, principalmente por ser muito aberta.

Sugestão de leitura complementar (não específico para pesquisa qualitativa, mas muito interessante sobre ética): https://integrity.mit.edu/


quarta-feira, 20 de março de 2019

O inicio

A jornada continua ...

As vezes parecendo nos colocar em um rápido e veloz trem bala, daqueles que passam tão rapido que não permitem aos viajantes acompanhar a paisagem, nem aos observadores imaginar o que seria aquilo passando tão rapido assim! Dias corridos, dias que voam, dias que passam e nem nos damos conta, se estamos vivendo ou apenas sobrevivendo!

Resultado de imagem para caravela por do sol
Em outros desses dias, principalmente quando as leituras e análises são necessárias, nos fazem parecer viajar nas antigas caravelas: lentamente,  mas também incansavelmente,  navegam em mares desconhecidos, desbravando oceanos e conceitos que nem sabiam existir. Encarando alguns dias ensolarados outros nem tanto e as vezes, aparentes monstros marinhos que parecem querer tragar todos ao redor. Mas, sempre na certeza, de que que em alguns dias o sol nascerá novamente e o destino será alcançado!

O início aconteceu em 11/03/2019 com uma aula inaugural conjunta ministrada pelo professor da Unicamp Sergio Antonio Leite que é especialista em afetividade nas práticas pedagógicas. O tem foi: Concepções interacionistas do processo ensino - aprendizagem.

De forma "beeeeem" resumida, a palestra começou com duas perguntas clássicas: porque alguns alunos aprendem mais facilmente que outros? porque alguns alunos se envolvem mais facilmente com um conteudo? Apesar de não ser possivel responder a essas perguntas sem uma determinada base teórica, é comum utilizar o "censo comum" ou "achismo" para culparem o aluno ou o meio. Mas a investigação de possíveis respostas poderia começar pela releção ensino -aprendizagem que pode ser de duas maneiras básicas: 
1) modelo tradicional: aprendizagem como processo de tranmissão de conhecimento; centrado no professor e o aluno é apenas um sujeito passivo; enfase na dimensão cognitiva, encarando o aluno apenas como um saco vazio que deve ser preenchido.
2) modelo interacionista: aprendizagem baseada na relação entre sujeito (aluno) e objeto (assunto)) através de um mediador (professor); deve haver uma relaçãoa fetiva com o assunto (não com o professor).

"O que gostamos de aprender, está relacionado com mediações afetivas que recebemos ao longo de nossa vida".

Nesse sentido a palestra partiu para um segundo momento com a pergunta: qual o segredo do professor ideal? Depois de muitas considerações sobre suas práticas e relação tanto com o objeto quanto com o sujeito, fica claro que:

"É necessário entender que para ser professor não basta conhecer uma área, precisa conhecer os meios e condições de ensino".

Após a aula inaugural .... "que comecem os jogos" :) A primeira materia escolhida para o doutorado foi a SS1077 "Processos de Produção e Análise de Pesquisas em Educação" com a professora Adair Mendes Nacarato!

Ao escrever esse texto, já estou há um mes participando dessa materia com a certeza de que não poderia ter sido melhor a minha entrada no "mundo qualitativo" :D

A ementa inclui processos de produção de dissertações de mestrado e doutorado com relação à: revisão teórica e bibliográfica, processos de leitura e escrita de dissertações e teses, delimitação da problemática, modalidades de pesquisa, instrumentos para a produção e análise de dados para a pesquisa.

Semanalmente, dois textos sobre uma temática metódologica para pesquisa em educação (na linha do programa de pós da USF) devem ser lidos e fichado :) Gostei da experiência de fazer os fichamentos ... e são eles que começarei a registrar nas próximas postagens. Acompanhe!


sexta-feira, 8 de março de 2019

Memorial

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." 
Eclesiastes 3:1

Imagem relacionada

Assim como o fuso de horário de cada país, existe um tempo certo para cada coisa na nossa vida! 
As vezes, quando os momentos são "complicados" gostaríamos de ter o poder para adianta-los ... em outros tantos momentos, gostaríamos de posterga-los até perder de vista! 
Mas o melhor de tudo, é aproveitar a experiência que cada momento nos traz ... só assim para criar memórias ... só assim é possivel fazer história! E só assim será possível tirar o máximo proveito do momento, que não à toa, se chama "presente".

E eu acho que assim é com o meu doutorado! Tendo terminado o mestrado em engenharia elétrica  (telecomunicações) na Unicamp no ano de 2007, só voltei a estudar no ano de 2010 para cursar Licenciatura em Matemática, verdadeiramente para mim, um “abrir de olhos” para a área da educação, na qual já estava como professora há 10 anos!

No ano de 2011 fiz um curso de especialização em “Docência Universitária” da FAE em paralelo com a licenciatura. O trabalho de conclusão de curso (TCC) apresentado foi “A ação didática no ensino superior: relato de experiência”.

Após essa temporada imersa na educação resolvi encarar o doutorado, mas dessa vez na educação com o  projeto “Reflexões sobre um programa especial de formação pedagógica para docentes em engenharia". Grávida do terceiro filho, não consegui a vaga :(

Retornei então à faculdade de Engenharia Elétrica, no departamento onde cursei o mestrado e comecei um projeto de weblab (não queria mais largar a educação!) composto por hardware, software e educação, na época, como aluna regular do doutorado em telecomunicações.

Porém ao longo de mais de três anos que investi nesse projeto, apesar dos avanços tecnológicos, não houve muito avanço na área da educação, o que acabou me desmotivando.

Felizmente, o tempo certo dessa jornada chegou! Tranquei o doutorado na Unicamp e começo aqui um relato da minha jornada no meu "Doutorado em Educação" na Universidade São Francisco com um projeto inicial denominado: "Reflexões sobre o professor engenheiro no atual cenário das universidades particulares”

(resumo do meu primeiro memorial, feito em 2018 para ingresso no curso de doutorado ... nunca tinha feito um memorial, e das muitas surpresas que tenho tido na relação do mundo das exatas - engenharia com a educação, essa foi uma das primeiras!!!)

Acompanhe minha jornada ... aulas, pesquisas, discussões, aprendizagens e crescimento .. .e em breve, se Deus quiser, minha tese!





PFP - Conhecimento para-na-da prática