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terça-feira, 9 de abril de 2019

Aula 01/04b Entrevistas Narrativas Jovchelovitch

JOVCHELOVITCH, Sandra; BAUER, Martin W. Entrevista narrativa. In: BAUER, M. W.; GASKELL, G. Orgs.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. 4.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005, p.90-113.

Essa aula foi baseada em 2 artigos sobre pesquisas biográficas, mais especificamente, as pesquisas narrativas. Como tive que coordenar a discussão em aula, montei esse fluxograma para me guiar e ajudar os colegas comparando os textos da Jovchelovitch e do Schütze.

No artigo da Jovchelovitch ....

O texto apresenta uma releitura da obra de Schutze pelos autores Jovchelovitch (brasileira) e Bauer. A autora retoma as indicações de Schutze (inclusive algumas não publicadas) e complementa com mais detalhes.

- Questões Teóricas
Contar histórias tem um papel fundamental na conformação de fenômenos sociais, daí a importância das narrativas, considerando ainda que elas possuem infinitas variedades e podem fazer parte da vida de qualquer um, em qualquer lugar, em qualquer tempo e indexadas. Considera ainda as dimensões cronológicas (episódios independentes) e não cronológica (um contexto para todo enredo), fazendo com que os eventos sejam ligados pelo tempo e pelos sentidos.

- A entrevista narrativa
Esquema autogerador com três características: 1) textura detalhada (quantidade de detalhes), 2)fixação da relevância (aspectos relevantes, apesar dos desdobramentos) e 3) Fechamento da Gestalt (finalização).


O texto também condena o formato de entrevista pergunta-resposta por considera-la engessada (entrevistador escolhe o tema, formula pergunta e determina a linguagem).

- Vantagens e fraquezas da entrevista narrativa
Dois problemas: expectativas dos informantes (sujeito da pesquisa) e formalismos das regras, que deveriam nortear a entrevista.

- Indicação diferencial da entrevista de narrativa
Sugestão dos autores sobre áreas a se usarem as narrativas: 1) investigação de acontecimentos específicos, 2) projetos onde existem várias versões, 3) projetos que combinem histórias de vida e contextos sócio-históricos.
Nem toda situação produz uma narrativa “útil”. Existem também problemas do pesquisador ao formular o tópico inicial, por exemplo. Situações problemas: 1) subprodução devido a um trauma, 2) subprodução devido a cultura de não se expor, 3) pessoas que militam contra a causa, 3) superprodução por ansiedades neuróticas e 4) superprodução por  “contadores de historias” profissionais.

- Análise de entrevista narrativa
Inicialmente deve-se atentar para a transcrição, cujo detalhamento depende do interesse. Deve-se prestar atenção nas características paralinguisticas (tom e pausas).
Possui três propostas: 1) proposta pelo Schütze (6 passos), 2) análise temática (paráfrase, categorias e codificação, analise quantitativa) e 3) análise estruturalista (cronológicos e não cronologicos).

- Narrativa, realidade e representação
A seriedade da narrativa este em entende-la como discurso, mas também o que está por trás do discurso. Importante não valorizar demais, nem de menos. Dois momentos: apenas escutar (real, não copiam, abertas à comprovação, inseridas no contexto sócio-histórico). No segundo momento situar a narrativa em relação ao queprocura o entrevistador, entendendo que ela representa um individuo, mas também o mundo que ele está inserido.

Aula 01/04a Entrevistas Narrativas Schütze

SCHÜTZE, Fritz. Pesquisa biográfica e entrevista narrativa. In: WELLER, Wivian; PFAFF, Nicolle (Orgs.). Metodologia da Pesquisa Qualitativa em Educação: teoria e prática. Petrópolis, RJ: Vozes, 2010, p.210-222.

JOVCHELOVITCH, Sandra; BAUER, Martin W. Entrevista narrativa. In: BAUER, M. W.; GASKELL, G. Orgs.). Pesquisa qualitativa com texto, imagem e som: um manual prático. 4.ed. Petrópolis, RJ: Vozes, 2005, p.90-113.

Essa aula foi baseada em 2 artigos sobre pesquisas biográficas, mais especificamente, as pesquisas narrativas. Como tive que coordenar a discussão em aula, montei esse fluxograma para me guiar e ajudar os colegas comparando os textos da Jovchelovitch e do Schütze.

No livro do Schütze ....

O texto apresenta algumas considerações do autor sobre pesquisa biográfica e entrevista narrativa, a partir da visão de um sociólogo alemão que tentou fugir das macroestruturas das ciências sociais e aplicar esse conceito nas estruturas processuais dos cursos de vida individuais. Alguns tópicos do texto são:

- O interesse pelas estruturas processuais no curso da vida
A entrevista narrativa é colocada como a individualização de processos  sociais baseados em macroestruturas de grupo como idade, classe ou tipo. O autor ainda restringe o campo da pesquisa biográfica com a teoria de abordagem subjetiva quando se interessa pelo contexto de reconstrução de histórias de vida. É importante através da entrevista narrativa conseguir entender a estrutura temporal e sequencial da historia de vida do portador da biografia.

- A técnica de entrevista narrativa autobiográfica e passos para a análise de narrativas autobiográficas improvisadas
Nesse tópico o autor coloca os passos tanto para fazer a entrevista quanto para analisar
Para fazer: 1) narrativa autobiográfica inicial (não deve ser interrompida); 2) faz perguntas para entender melhor a ligação entre os fatos; 3) perguntas para explorar o assunto narrado.
Para analisar: 1) análise formal do texto; 2) descrição estrutural do conteúdo; 3) abstração analítica; 4) análise do conhecimento; 5) comparação contrastiva (mínimo e máximo); 6) construção de um modelo teórico
- A estrutura processual da trajetória ilustrada em um estudo de caso
O autor apresenta um estudo de narrativa para análise social de um aluno, considerando o principio de condicionamento por meio das condições socioestruturais e externamente determinantes da existência. Apresenta trechos da entrevista.

- Alternativas de análise e aplicação da entrevista narrativa autobiográfica
É apresentado três diferentes dimensões de impacto que a interpretação sociológica das entrevistas pode tomar: 1) Destaque das estruturas processuais elementares no curso da vida. 2) Na análise contrastiva deve-se procurar os comparativos mínimos e máximos, sem se esquecer que o processo social tem um impacto sobre o curso da vida. 3) realizar uma orientação biográfica com o entrevistado, com  base no levantamento, transcrição e análise de  uma narrativa

·         Citações:
“ O que aconteceu nas histórias de vida que nos interessam sociologicamente?” pg2

terça-feira, 2 de abril de 2019

Aula 25/03b Introd. à pesquisa qualitativa Cap4

FLICK, U., Introdução à Pesquisa Qualitativa (Métodos de Pesquisa), tradução: Costa, J. E., 3. Edição, Porto Alegre: Artmed, 2009


Nessa aula a discussão foi baseada no capitulo 2 e 4 do livro do Uwe Flick, que é psicólogo e sociólogo. Os detalhes do Capitulo 2 você encontra aqui.


Capitulo 4: há uma preocupação do autor em se aprofundar na ética da pesquisa qualitativa, principalmente no que diz respeito aos códigos e comitês.
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- A demanda por ética na pesquisa e os dilemas éticos da pesquisa qualitativa. 
A ética na pesquisa qualitativa está diretamente relacionada com a proteção de seus participantes e das regras de boa prática profissional.

- Códigos de ética – uma resposta a todas as perguntas?
Não existe um código de ética unanime, mas tem algumas considerações que são: - não maleficência, - beneficência, - autonomia ou autodeterminação (exceto em caso de vulneráveis) e - justiça.

- Comitê de ética – uma solução?
A falta de ética considera a reprodução de trabalhos de outros ou até o autoplagio, e também a não contribuição do trabalho e isso não é considerado nos comitês, uma vez que não tem pessoas em todas as áreas a serem analisadas.

- Como proceder eticamente na pesquisa qualitativa?
- Consentimento informado
- Evitar causar danos na coleta de dados
- Fazer justiça ao participantes na análise dos dados
- Confidencialidade na redação da pesquisa
- O problema do contexto nos dados e nas pesquisas

- A ética na pesquisa qualitativa – indispensável a uma pesquisa melhor.
A pesquisa qualitativa, tem normalmente como característica a sua adaptabilidade ao que acontece na pesquisa prática, principalmente por ser muito aberta.

Sugestão de leitura complementar (não específico para pesquisa qualitativa, mas muito interessante sobre ética): https://integrity.mit.edu/
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Aula 25/03 - Int. à pesquisa qualitativa Cap2 e Cap4

 FLICK, U., Introdução à Pesquisa Qualitativa (Métodos de Pesquisa), tradução: Costa, J. E., 3. Edição, Porto Alegre: Artmed, 2009



Nessa aula a discussão foi baseada no capitulo 2 e do capitulo 4 do livro do Uwe Flick, que é psicólogo e sociólogo. Atualmente é Professor de Métodos Qualitativos no Departamento de Gestão de Enfermagem da Alice Salomon University of Applied Sciences (Berlim, Alemanha) e Professor na Memorial University of Newfoundland (St. John's, Canadá). As principais áreas de investigação em que trabalha são os métodos qualitativos, as representações sociais no âmbito da saúde pública e individual e a mudança tecnológica no quotidiano das pessoas. É autor e co-editor de vários livros incluindo Qualitative Research: a Handbook(2002) e Psychology of the Social (1998).



Como assim??? Como pode a pesquisa qualitativa ter tantas maneiras, métodos e técnicas? Essa foi a minha grande surpresa ao adentrar por esse mundo, que até então, parecia-me algo menor do que a pesquisa quantitativa com a qual eu estava acostumada.

A pesquisa qualitativa sempre me sugeria ser algo que "depende" e "tanto faz", afinal, se é qualitativa, cada um poderia ter uma opinião sobre o assunto. No entanto, não é assim na prática. Se no Capítulo 4 o Uwe faz uma abordagem bem direta sobre a importância da etica na pesquisa qualitativa e as funções  do Conselho de Ética, no Capitulo 2 fica claro que esse tipo de pesquisa necessita ter claramente definido qual a perspectiva e dentro dela qual a escola escolhida, assim, como o instrumento de coleta e análise dos dados. Uma sobrevista sobre isso pode ser vista nesse capitulo.

Capitulo 2: o autor fundamenta a pesquisa qualitativa, discutindo limites e tendência. O texto ainda coloca características e abordagens desse tipo de pesquisa. Seções que o texto está organizado com um pequeno resumo:
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- A relevância da pesquisa qualitativa
Relevante nas relações sociais, atualmente acelerada e consequentemente bem diversificada, levando os pesquisadores a novas situações nunca antes enfrentadas.
- Os limites da pesquisa qualitativa como ponto de partida
Os princípios são: isolar causa-efeito, entender relações teóricas, operacionalizar essas relações, medir e quantificar alguns fenômenos, desenvolver planos de pesquisa para generalizar descobertas. Porém tem-se percebido que os resultados das ciências sociais raramente são usados e percebidos na vida cotidiana. Além disso o texto comenta sobre a importância de formulações empíricas bem fundamentadas.
- Aspectos essenciais da pesquisa qualitativa
Quadro 2.1: Apropriabilidade de métodos e teorias, Perspectivas dos participantes e suas diversidades, Reflexividade do pesquisador e da pesquisa, Variedade de abordagem e de métodos na pesquisa qualitativa
- Breve histórico da pesquisa qualitativa
Iniciou-se na psicologia e nas ciências sociais em 1928. Tem duas linhas de avanço: a alemã e a americana, conforme tabela 2.1:

- A pesquisa qualitativa no início do século XXI – estado da arte
Existem várias perspectivas, relacionadas com as suposições teóricas no modo de compreender os objetos e também no foco metodológico (Tabela 2.2). Além das diversas escolas (Quadro 2.2).

- Avanços e tendências metodológicas
Vários avanços e tendências, ainda mais com o crescimento tecnológico! Veja Quadro 2.3.
- Como aprender e ensinar a pesquisa qualitativa
Pesquisas são muito diversificadas e heterogêneas e além do estudo e conhecimento da técnica, deve incluir uma pesquisa específica buscando um caminho entre teoria e prática. Raramente se discute as falhas da pesquisa qualitativa.
- A pesquisa qualitativa no final da modernidade

Quatro  tendências: 1) retorno a oralidade (narrativas); 2) estudos empíricos e concretos; 3)retorno dos sistemas locais em contrapartida aos universais; 4)localização temporal do problema.


Capitulo 4: há uma preocupação do autor em se aprofundar na ética da pesquisa qualitativa, principalmente no que diz respeito aos códigos e comitês. Seções que o texto está organizado com um pequeno resumo:

- A demanda por ética na pesquisa e os dilemas éticos da pesquisa qualitativa.
A ética na pesquisa qualitativa está diretamente relacionada com a proteção de seus participantes e das regras de boa prática profissional.

- Códigos de ética – uma resposta a todas as perguntas?
Não existe um código de ética unanime, mas tem algumas considerações que são: - não maleficência, - beneficência, - autonomia ou autodeterminação (exceto em caso de vulneráveis) e - justiça.
- Comitê de ética – uma solução?
A falta de ética considera a reprodução de trabalhos de outros ou até o autoplagio, e também a não contribuição do trabalho e isso não é considerado nos comitês, uma vez que não tem pessoas em todas as áreas a serem analisadas.

- Como proceder eticamente na pesquisa qualitativa?
 Consentimento informado
 Evitar causar danos na coleta de dados
 Fazer justiça ao participantes na análise dos dados
 Confidencialidade na redação da pesquisa
 O problema do contexto nos dados e nas pesquisas

- A ética na pesquisa qualitativa – indispensável a uma pesquisa melhor.
A pesquisa qualitativa, tem normalmente como característica a sua adaptabilidade ao que acontece na pesquisa prática, principalmente por ser muito aberta.

Sugestão de leitura complementar (não específico para pesquisa qualitativa, mas muito interessante sobre ética): https://integrity.mit.edu/


quarta-feira, 20 de março de 2019

O inicio

A jornada continua ...

As vezes parecendo nos colocar em um rápido e veloz trem bala, daqueles que passam tão rapido que não permitem aos viajantes acompanhar a paisagem, nem aos observadores imaginar o que seria aquilo passando tão rapido assim! Dias corridos, dias que voam, dias que passam e nem nos damos conta, se estamos vivendo ou apenas sobrevivendo!

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Em outros desses dias, principalmente quando as leituras e análises são necessárias, nos fazem parecer viajar nas antigas caravelas: lentamente,  mas também incansavelmente,  navegam em mares desconhecidos, desbravando oceanos e conceitos que nem sabiam existir. Encarando alguns dias ensolarados outros nem tanto e as vezes, aparentes monstros marinhos que parecem querer tragar todos ao redor. Mas, sempre na certeza, de que que em alguns dias o sol nascerá novamente e o destino será alcançado!

O início aconteceu em 11/03/2019 com uma aula inaugural conjunta ministrada pelo professor da Unicamp Sergio Antonio Leite que é especialista em afetividade nas práticas pedagógicas. O tem foi: Concepções interacionistas do processo ensino - aprendizagem.

De forma "beeeeem" resumida, a palestra começou com duas perguntas clássicas: porque alguns alunos aprendem mais facilmente que outros? porque alguns alunos se envolvem mais facilmente com um conteudo? Apesar de não ser possivel responder a essas perguntas sem uma determinada base teórica, é comum utilizar o "censo comum" ou "achismo" para culparem o aluno ou o meio. Mas a investigação de possíveis respostas poderia começar pela releção ensino -aprendizagem que pode ser de duas maneiras básicas: 
1) modelo tradicional: aprendizagem como processo de tranmissão de conhecimento; centrado no professor e o aluno é apenas um sujeito passivo; enfase na dimensão cognitiva, encarando o aluno apenas como um saco vazio que deve ser preenchido.
2) modelo interacionista: aprendizagem baseada na relação entre sujeito (aluno) e objeto (assunto)) através de um mediador (professor); deve haver uma relaçãoa fetiva com o assunto (não com o professor).

"O que gostamos de aprender, está relacionado com mediações afetivas que recebemos ao longo de nossa vida".

Nesse sentido a palestra partiu para um segundo momento com a pergunta: qual o segredo do professor ideal? Depois de muitas considerações sobre suas práticas e relação tanto com o objeto quanto com o sujeito, fica claro que:

"É necessário entender que para ser professor não basta conhecer uma área, precisa conhecer os meios e condições de ensino".

Após a aula inaugural .... "que comecem os jogos" :) A primeira materia escolhida para o doutorado foi a SS1077 "Processos de Produção e Análise de Pesquisas em Educação" com a professora Adair Mendes Nacarato!

Ao escrever esse texto, já estou há um mes participando dessa materia com a certeza de que não poderia ter sido melhor a minha entrada no "mundo qualitativo" :D

A ementa inclui processos de produção de dissertações de mestrado e doutorado com relação à: revisão teórica e bibliográfica, processos de leitura e escrita de dissertações e teses, delimitação da problemática, modalidades de pesquisa, instrumentos para a produção e análise de dados para a pesquisa.

Semanalmente, dois textos sobre uma temática metódologica para pesquisa em educação (na linha do programa de pós da USF) devem ser lidos e fichado :) Gostei da experiência de fazer os fichamentos ... e são eles que começarei a registrar nas próximas postagens. Acompanhe!


sexta-feira, 8 de março de 2019

Memorial

"Tudo tem o seu tempo determinado, e há tempo para todo o propósito debaixo do céu." 
Eclesiastes 3:1

Imagem relacionada

Assim como o fuso de horário de cada país, existe um tempo certo para cada coisa na nossa vida! 
As vezes, quando os momentos são "complicados" gostaríamos de ter o poder para adianta-los ... em outros tantos momentos, gostaríamos de posterga-los até perder de vista! 
Mas o melhor de tudo, é aproveitar a experiência que cada momento nos traz ... só assim para criar memórias ... só assim é possivel fazer história! E só assim será possível tirar o máximo proveito do momento, que não à toa, se chama "presente".

E eu acho que assim é com o meu doutorado! Tendo terminado o mestrado em engenharia elétrica  (telecomunicações) na Unicamp no ano de 2007, só voltei a estudar no ano de 2010 para cursar Licenciatura em Matemática, verdadeiramente para mim, um “abrir de olhos” para a área da educação, na qual já estava como professora há 10 anos!

No ano de 2011 fiz um curso de especialização em “Docência Universitária” da FAE em paralelo com a licenciatura. O trabalho de conclusão de curso (TCC) apresentado foi “A ação didática no ensino superior: relato de experiência”.

Após essa temporada imersa na educação resolvi encarar o doutorado, mas dessa vez na educação com o  projeto “Reflexões sobre um programa especial de formação pedagógica para docentes em engenharia". Grávida do terceiro filho, não consegui a vaga :(

Retornei então à faculdade de Engenharia Elétrica, no departamento onde cursei o mestrado e comecei um projeto de weblab (não queria mais largar a educação!) composto por hardware, software e educação, na época, como aluna regular do doutorado em telecomunicações.

Porém ao longo de mais de três anos que investi nesse projeto, apesar dos avanços tecnológicos, não houve muito avanço na área da educação, o que acabou me desmotivando.

Felizmente, o tempo certo dessa jornada chegou! Tranquei o doutorado na Unicamp e começo aqui um relato da minha jornada no meu "Doutorado em Educação" na Universidade São Francisco com um projeto inicial denominado: "Reflexões sobre o professor engenheiro no atual cenário das universidades particulares”

(resumo do meu primeiro memorial, feito em 2018 para ingresso no curso de doutorado ... nunca tinha feito um memorial, e das muitas surpresas que tenho tido na relação do mundo das exatas - engenharia com a educação, essa foi uma das primeiras!!!)

Acompanhe minha jornada ... aulas, pesquisas, discussões, aprendizagens e crescimento .. .e em breve, se Deus quiser, minha tese!





PFP - Conhecimento para-na-da prática